Gosto muito das novas obras do cinema brasileiro, onde se está tendo o espaço para retratar realidades através da ficção.
Este filme mostra a situação de uma catadora que desiste de ter sua casa e vida num relacionamento abusivo com o parceiro e leva seus dois filhos para viverem, primeiro na rua, depois na casa de uma prima, que também era infeliz no casamento, pelo fato do marido a trair e sempre negar seu relacionamento paralelo com a dona do açougue.
A protagonista finalmente consegue resistir ao parceiro que lhe bate, bloqueando o contato com ele, usando como desculpa que tinha direito a beber para relaxar nos finais de semana, para recomeçar sua vida em uma casa que abriga pessoas que já foram abusadas por seus parceiros ou parentes, na cidade onde morava.
É como se as coisas vão em um ritmo tóxico crescente, planejado como se algumas pessoas vivessem sempre e estado estratégico para aprisionar outros com a intenção somente para se sentirem bem com o que fazem, sem pensar na dor e no sofrimento causados em outras pessoas.
Para quem não entende nada das questões relacionais e como são processos simbióticos, que podem ser tóxicos ou saudáveis, todos os relacionamentos, sendo pares românticos ou não, têm uma troca que ocorre que precisa ser apreciada e ponderada se vale realmente qualquer forma de manifestação só para ficar casada.
O que libertou a protagonista foi usar o poder da aceitação a seu favor, onde entendeu que não poderia mudar seu par e tinha a possibilidade de duas escolhas: aceitar e ficar ou aceitar e sair da relação tóxica, pois mudar comportamento de outros não é escolha nem saída sã para nenhum relacionamento saudável, pois cada pessoa muda somente se quiser.A escolha dela foi pela segunda opção, onde então acabou indo para um abrigo para pessoas que saem de relacionamentos tóxicos e reconstroem suas vidas, com apoio psicológico, emocional, suporte para as crianças e de pessoas que já tinham passado por relações semelhantes, fazendo com que conquistasse uma nova família para seu momento de vida.
É possível começar usando a EFT para aceitar as coisas e pessoas como são e parar de brigar com o que não está no nosso poder de escolhas e se permitir seguir da seguinte maneira.
Ponto de caratê (3 vezes) - mesmo que esta pessoa não mude, eu escolho aceitar que ela tem o direito de não mudar, bem como eu
topo da cabeça- difícil aceitar que ela não que mudar
entre as sobrancelhas- pois a mudança é a única coisa certa na vida
canto do olho- eu me esforço para encontrar uma maneira para que esta pessoa mude
embaixo do olho- o que me deixa frustrada e sem forças
embaixo do nariz- eu fico imaginando se seria possível eu deixá-la livre para fazer suas próprias escolhas
crista do queixo- todos podemos ter nossos próprios caminhos
osso da clavícula- e ninguém está quebrado
embaixo do braço- e não estou aqui para consertar ninguém e aceito isso
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