
Era uma vez um jovem que queria
muito explorar o mundo, conhecer a vida viajando e assim poder seguir esse desejo em si
tão intenso, que se manifestava fazendo sentir-se bem só de pensar em poder
viver tantas novas aventuras exploratórias.
Só em pensar em desbravar o mundo
com suas viagens, já sentia algo grandioso dentro de si, pois poderia ter sua
própria opinião a respeito das coisas, observando e vivendo de sua maneira, sem
intermediários.
Sempre sentiu essa vontade dentro
de si, como se soubesse que esse fosse seu direito natural, uma coisa
inevitável para seu processo de vida ser espontaneamente completo.
Não era um desejo fútil, pois, só
de pensar em viajar, seu coração já se iluminada e um sorriso como de uma
criança tomava conta de seu rosto de forma incontrolável.
E como a vida não deixa desejos
sem resposta, foi então que lhe apareceu a oportunidade ideal, pois tinha
conquistado amigos em outro país e tudo se encaminhava para uma linda viagem,
quando decidiu compartilhar seus desejos mais profundos com sua família, a qual
talvez por medo do inesperado ou medo da perda de apoio familiar demonstrou-se
não favorável a tal viagem, sem pensar que talvez fosse melhor para o rapaz
poder experimentar sua própria vida, esquecendo-se de que cada um faz suas
escolhas, mesmo quando parece que não temos esse poder de forma aparente. A
família então mostrou seus medos de que algo pudesse acontecer para eles se não
tivesse o rapaz por perto, como se a vida fosse 100% previsível.
E como o rapaz já alimentava o
medo da falta de apoio doméstico básico, porque aos 3 anos de idade quase
perdeu sua mãe no parto do irmão mais novo e nunca tratou esse trauma ,
acreditando que já havia superado pelo tempo transcorrido e na verdade somente
havia posto para debaixo do tapete toda a sensação de falta de apoio familiar
pela incerteza da perda, pelo fato de sua genitora ter ficado muito doente com
tal nascimento e esteve muitos dias distante da família por esse motivo, entre
a vida e a morte.
O medo inconsciente de uma nova
perda que ressoou com os medos familiares fez com que esse rapaz vivaz e
otimista ficasse preso em sua teia de carência e trauma e toda vez que o jovem
pensava em sua possibilidade de viagem, um medo voraz o fazia se sentir mal e
parado, não disfrutando de nada enquanto ficava dividido entre o seu medo e
suas necessidades e tudo isso com um desconforto imenso dentro de si.
Existem alguns conceitos
importantes nessa história que para muitos vai parecer surreal ou mesmo
impossível de acontecer porque a maioria se considera muito corajosa quando
estão olhando o mundo dos outros com seus próprios olhos interiores, sem
estarem realmente na pele do outro para saber como as coisas funcionam
realmente.
O primeiro termo a ser definido
aqui é como acontece o trauma e muitas bibliografias confirmam o mesmo enfoque:
pela ocorrência de um evento desconfortável, ocorre uma divisão de forças onde
parte do traumatizado pega sua energia para afastar o ocorrido para não sofrer
novamente, como um processo instintivo de sobrevivência, e outra parte sua fica
repassando a mesma parte do trauma que normalmente tem cena, com movimento ou
não, com cor ou não, com som ou não, com recorrência de imagem provocada por
falas pessoais ou de terceiros, ou por diálogos internos do cotidiano, para que
a pessoa tome alguma atitude para novos resultados.
Uma cliente minha caracterizou
perfeitamente um trauma com sua mãe que esteve doente quando ela tinha por
volta de 3 ou 4 anos de idade e a mesma estava sozinha para ajudar sua progenitora.
Tal parte que ainda era frágil em si e mantinha o trauma vivo e que ocultado
para esquecer, era completamente rejeitado por ela e outra parte sua adulta e
madura somente dizia que isso ia passar, mas não lhe dava nenhuma dica como
isso iria ser superado, somente ficava falando sempre a mesma coisa como em um
ciclo sem saída. Logo ficou caracterizado que a pessoa que eu atendia tinha uma
rejeição dessas duas partes, como se ela ficasse ouvindo uma e a outra sem sair
do lugar, se sentindo pressionada por essas duas partes extremadas de si mesma
e preferia ficar longe, fugindo tanto da parte traumatizada, como da parte
considerada adulta de si. Essa caracterização de ruptura de si mesmo é só um
indício da ruptura do próprio fluxo energético, tornando a pessoa muitas vezes
desconcentrada do momento presente, pois não acredita e normalmente não sabe
que sua parte frágil precisa somente se sentir apoiada pela sua parte adulta de
forma a tornar-se integral, juntando essas partes rejeitadas. Com certeza foi
sua parte adulta que a trouxe até a meu atendimento, já que a cliente tinha
essa pergunta dentro de si sobre como resolver tudo esse impasse.
E como costumo dizer para as
pessoas que atendo que não adianta saber dessas teorias para promover a cura, é
preciso aliar algum método para mudança de resultados, que não conheço melhor
que o conjunto de ferramentas que a EFT promove para tal resultado, que sempre
é consistente, eficaz e minimamente indolor.
Com certeza precisei primeiro
usar EFT para alguns eventos desconfortáveis com seus colegas e EFT, unido aos
conceitos de efeito sombra, para trabalhar suas partes recusadas com a intensão
de reduzir a rejeição de si mesma, mas o mais interessante foi quando completei
o atendimento com Matrix Reimprinting, uma variação de EFT específica para
traumas que gera resultados sempre tão surpreendentes para mim como para todos
que aplico essa técnica.
Bem, sobre o rapaz da primeira
parte desse texto, ele ainda não está pronto para ter sua libertação emocional,
pois seu medo ainda lhe controla a tal ponto de recusar o que mais deseja, mas
quando ele assim cansar desse conflito traumático dentro de si, será um prazer
poder levá-lo a um novo patamar de realização de si, através do uso das
ferramentas disponíveis de EFT que existem para esse tipo de amarra emocional
que é um trauma.
Um dica: se está na dúvida, faça
EFT para reduzir suas perdas energéticas e de foco, como autoaplicação ou
através de um profissional certificado, mas faça, recomendo!
Abraços de luz para você e rico
dia!