
Escrevo sobre isso hoje, porque tratei
uma adolescente com síndrome do pânico não saindo de casa sozinha e reduzindo
muito suas possibilidades de ter uma vida mais proveitosa como adolescente que
é, e também não sabia onde seu problema tinha começado, mas tinha certeza que
não podia mais viver assim tentando se proteger de tudo o que lhe acontecia.
A única informação que tínhamos
era que a mãe dela também tinha síndrome do pânico com muitas crises desde a
infância da menina e com certeza a jovem havia assistido tal sofrimento da mãe
em suas crises mais profundas e tentou apagar tal sofrimento filial por não poder fazer nada realmente
para evitar tal infortúnio materno.
Aqui vou tratar sobre como as
doenças podem vir por votos negativos de lealdade a tribo, o que Luiz
Gasparetto nomeia de transenergética, conceito muito interessante pelo ponto de
vista de algo considerado sofrimento e por não podermos fazer nada para mudar a
condição, drenamos a energia considerada ruim para o outro na nossa direção,
uma forma de vampirização para aliviar o que consideramos sofrimento para quem
mais queremos bem ou clonamos doenças familiares como forma de solidariedade,
que considero uma atitude que nada resolve, mas pelo menos ficamos solidários
na forma conhecida socialmente e transmitida.
No caso de uma criança que vê sua
mãe em crise, claro que vai tentar se desconectar do evento, mas é claro também
que se formos diretamente à origem do evento, essa desconexão vai aumentar para
tentar aliviar a pressão de olhar para eventos considerados tão dolorosos e
traumáticos.
Primeiro tratei o desconforto
atual da menina em se ver diferente, e até uma aberração e o quanto se rejeitava
por tudo o que lhe acontecia de forma sem controle com a doença psicológica que
apresentava.
E no exercício de se olhar na
frente do espelho, ela se percebeu na forma adulta e infantil, dividida entre quem
podia acreditar e confiar: na menina perdida e carente ou na adulta que dizia
que ela deveria ser forte.
Essa confusão faz realmente com
que a pessoa não tenha forças para viver no momento presente, pois existe muita
confusão e principalmente conflito lhe dividindo forças para focar em nova
direção vibracional.
Depois de promover as pazes com
essas duas partes, foi-se até o evento mais antigo que ela se lembrava por ver
sua mãe em surto e a memória que estava viva era da frase que a menina com 3
anos prometia proteger a mãe na ambulância, pois o pai estava no trabalho, e
toda a sensação de estar sobrecarregada e ter que amadurecer tão cedo para
poder ajudar a mãe a passar por tal sufoco durante o surto presenciado.
Recriamos no final com Matrix Reimprinting,
EFT específica para traumas e reconstrução de registros de memória, todo o evento da menina e como ela seria e se
sentiria se nada do que aconteceu com a mãe ocorresse sem a presença do pai
como forma de apoio.
Hoje a adolescente voltou a
estudar e a se conduzir sozinha em sua vida e está aprendendo instrumentos
musicais como violão para se alegrar e divertir.
Pelos votos de lealdade negativos
à tribo, a menina desenvolveu a mesma doença da mãe como forma de se
solidarizar em um momento traumático em que ela não tinha outro poder
disponível para ajudar a não ser dividindo a doença.
Muitas doenças são assim vividas
e desenvolvidas. Vemos nossos pais e parentes e até pessoas que admiramos
contando com tanto sofrimento e energia de dor seus eventos desagradáveis e se
queremos ser solidários o melhor é estarmos nos sentindo primeiro centrados e
em paz conosco para podermos realmente auxiliar, com uma ideia mais assertiva e
direcionada porque estamos bem, pois é sabido que dividir um problema através
do compartilhamento da energia desconfortável não é achar uma solução e sim se
afundar junto com o outro. Como se fossemos salvar alguém que se afoga sem
nunca termos aprendido a nadar.
Claro que para uma criança isso é
impossível perceber, mas como adulto que somos podemos resgatar essas nossas
partes mal entendidas e registradas e reprogramar essa energia mal direcionada
na idade tenra, no sentido de transformar o sofrimento em centramento e paz
interior.
O conceito que ajudar é se
envolver dividindo energia é um conceito muito antigo que está na hora de ser
cortado pela raiz da estrutura humana, para que a mesma possa entrar em novos
patamares de realização e desenvolvimento de sabedoria para um real salto
quântico nessa era populacional planetária.
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