
Eu
estava em viagem há pouco tempo atrás e conheci uma moça que estava indo
atravessar o mundo em viagem e somente tinha o passaporte, dinheiro e a
passagem de volta. E ela ficava reforçando que tínhamos que estar abertos para
o inesperado. Isso eu concordo, mas também comentei com a mesma que a vida pode
ser bem mais prazerosa quando planejamos e nesse projeto deixamos algum espaço
para o inesperado. Tenho certeza que ela não aceitou meu comentário, mas eu já entendi
que não estou aqui para convencer ninguém, não é mesmo¿
Com
certeza o inesperado pode ser algo surpreendente desde que tenhamos olhos para
ver e principalmente percepção para sentir as mensagens que o imprevisto pode
nos trazer.
Claro
que uma viagem sem planejamento básico, principalmente para fora do seu pais de
moradia, requer muitos preparativos e isso já é planejamento.
Você
também quando vai viajar precisa se informar como está o clima no local de
destino, para não precisar carregar roupas supérfluas ou mesmo comprar mais que
o necessário.
Eu
que adoro viajar costumo dizer para meus amigos que tenho sempre meia mala
pronta em casa.
Eu
me lembro de que, e isso já tem alguns anos quando acordei com uma vontade
súbita de limpar minha mala preferida de viagem mesmo não tendo nenhuma viagem
prevista, e um dia depois uma amiga me ligou para me convidar para viajar e na
ligação rimos muito porque lhe contei o que tinha acontecido no dia anterior.
O
poder de se estar aberto para o novo, o inesperado, muitas vezes nos dá medo,
já que passamos em alguns casos por experiências traumáticas e quem já não
passou por pelo menos um trauma na vida, mesmo hoje encarando como etapa do
processo, com certeza não gostaria de viver tal experiência na vida com a maturidade
anterior ao fato traumatizante, não é mesmo?
Esse
medo que acompanha a pessoa que já passou por um trauma a impede de viver o
novo, o bom, o melhor na vida. Como diz Luiz Gasparetto: o medo nos impede de
experimentarmos tudo o que desejamos, ele é uma forma de controle. Não falo
aqui da precaução que é uma forma útil do medo, quando aplicamos o mesmo para
olhar antes de atravessarmos a rua, ou de olhar o prazo de validade de um
alimento antes de comprá-lo.
Falo
aqui do controle e do processo de auto-amarração que o medo pode nos
disponibilizar, mas, ao mesmo tempo em que nos impede de experimentar novas experiências
que também podem nos envolver em novos traumas, o medo é uma forma de amarra
para todas as áreas da nossa vida. Eu costumo enxergar o medo com um ente paralisante
que impede o movimento, a ação e a exploração do próprio potencial criativo e
produtivo do ser.
Todos
possuem o medo como sombra de si mesmos, mas se buscarem a coragem de se abrirem
apesar de tudo o que já passaram, tenho certeza que a vida pode lhes trazer
muito mais que o que vocês estavam esperando da mesma.
Se
os processos traumáticos se repetirem em sua vida, não é nenhuma confirmação
sobre sua condição de manter o medo lhe amarrando em sua experimentação, mas um
rico momento de renovação de crenças, eliminação emoções desconfortáveis e
relocação na memória de eventos de seu passado, para realmente serem sentidos
com experiências em sua vida e isso que é realmente se perceber em paz com tudo
o que já viveu, apreendendo que suas experiências foram somente momentos para
lhe trazer até esse momento presente e nada mais. Nesse sentido em encontrei na
EFT (acupuntura emocional sem agulhas) uma excelente aliada em minha vida para
mudanças rápidas nesse sentido.
Não
importa qual técnica você mais se adapta para limpar tais eventos
desconfortáveis, mas acredito que toda forma que promove paz em nosso ser é
útil e tem seu valor, então mãos a obra de si mesmo!
Não significa que porque o
cachorro foi mordido por cobra, que vai ter sempre um medo torturante de linguiça, pois esse medo não muda nada a condição da cobra tê-lo mordido, nem o que a linguiça realmente é...