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Em Porto de Galinhas, olhando a piscina "Mapa do Brasil" |
Recentemente
eu e meu marido fizemos umas férias de inverno no nordeste, mais
especificamente Recife, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho, Maragogi e
Olinda.
Como todo o
tempo instável, passeamos muito, com barco, nas praias, de catamarã e a pé.
O que quero
contar aqui foi um evento assustador que aconteceu em quanto visitávamos as
piscinas naturais de Porto de Galinhas.
Talvez você
já sabe que os arrecifes de corais são parecidos com rochas, mas muito escorregadios
e descontínuos.
Então, podia-se
ver os ouriços do mar alojados no entremeio do caminho, tendo um filme de água
por cima e crateras de todos os tamanhos na trilha.
Foi quando
recebi o primeiro sinal que o local era muito perigoso: uma moça cai dentro de
uma das fendas e torce o pé na minha esquerda e 3 vêm em seu amparo; a segunda
pessoa que se acidentou, estava andando e enterra completamente sua perna
esquerda em uma outra abertura e precisou de 5 para tirar a mesma que ficou
imobilizada completamente, onde eu fui uma das pessoas a ajudar.
Tudo isso
me despertou um terror súbito, pois ainda tinha o vento forte que me colocava
cabelos nos olhos e o filme de água sobre os corais que não me deixavam ver
adequadamente a superfície onde podia pisar.
Em um
momento meu coração gelou e, para agravar, vi as pessoas se afastando, foi quando
eu pensei, se elas conseguem ir com segurança eu só preciso ser prudente ao
extremo, olhando para o piso a cada passo e pisando com o pé completo em superfícies
consideradas planas.
Foi assim
que fiz todo o trajeto e tenho fotos lindas por isso.
Poderia ter
me congelado por ver tantos se acidentando na minha frente e ao meu lado, mas
sempre mantive em mente com um som mais alto, que se eu usasse esses procedimentos
de segurança, eu estaria com poucas chances de algum acidente.
Um momento antes da segunda moça cair na minha frente, vi que ela estava olhando para uma
piscina natural e não observava o caminho perigoso a sua frente e a primeira a
cair estava pisando com a ponta do pé no lugar de pisar com o pé completo sobre
os corais e veio a escorregar na superfície deslizante que estava em sua
frente.
O medo
serve para termos cautela para fazermos as coisas e é por isso que ele existe e
vai continuar existindo, pois faz parte de nosso instinto de sobrevivência, e
mesmo com toda a sensação que eu estava de praticamente pânico, eu usei meu
cérebro para me relembrar de procedimentos de segurança muito usados em
superfícies irregulares e úmidas.
O medo me
alertou do perigo eminente se eu não tomasse as medidas de precaução que me
guiaram por toda aquela hora de passeio.
Poderia ter
ficado fixada no medo de cair e deixar de aproveitar o passeio, mas usando o
mesmo na forma de cautela eu pude aproveitar cada momento com fotos, vídeos e
diversão.
Aos que
tentam ignorar o medo, tenham a certeza que estão gastando parte de sua energia
vital de autopreservação para manter distância de algo tão importante para
nossa sobrevivência: a precaução.
O lado positivo do medo está também no que acontece quando lemos documentos em detalhes, antes de
assiná-los, ou olhamos os dois lados de uma rua para atravessarmos.
Veja o
vídeo da minha “live” sobre esse assunto e onde também falo de um dos medos que
lhe distancia de sua prosperidade natural. Bom proveito! Rico dia de libertação
emocional para você!