
Eu tenho uma antiga amiga e
cliente de EFT que nunca persistiu na autoaplicação, mas uma vez por ano ela me
procura para fazer 1 atendimento e esse ano me encontrei com ela e percebi sua consciência
completa do que precisa para mudar sua vida e de sua família para sempre, mas
ela tem uma culpa tremenda pela geração do filho durante um momento conjugal em
que ela e o esposo estavam vivendo uma separação muito difícil por traição do
conjuge.
Ela sabe exatamente onde está sua
culpa e que precisa aliviar a mesma para deixar seu filho, que já tem mais de
26 anos e já cursa sua faculdade, de ter sua própria vida, pois ela e seu
marido precisam vender a casa para mudar para outra cidade bem distante para se realizarem mais
em seu propósito, porém não se move para isso, ficando sempre com uma profunda
pena do filho mais novo que já é adulto, mas sempre superprotegendo e evitando
seu sofrimento novamente por motivo de sua péssima condição emocional durante
sua geração.
A culpa nesse caso lhe amarra,
impedindo inclusive de se permitir tratar a condição de culpada pelas péssimas
condições da gestação de tal filho.
Fica na punição para pagar
eternamente por seu erro como péssima mãe que foi ficando tão mal por motivo de
uma traição conjugal promovida pelo marido, sempre acreditando que deveria ter
agido diferente sabendo que estava grávida e como mãe a função principal é
proteger o filho, custe o que custar.

Com um juiz e condenador tão
intenso em si e se percebendo como culpada de tudo isso, considerou se punir
para sempre por não ter sido boa mãe como deveria, fica difícil vencer a
inércia e se permitir baixar a punição através da prática de EFT.
Para o que serve a punição¿ para
confirmar que aceita que foi culpada e que merece esse castigo somente e nada
mais e mesmo percebendo que impede o crescimento do filho e o prejudica por
isso, nada faz ela sair da condição de culpada pois ela realmente acredita que
tem razão, pois não foi a mãe que esperava.
Para sobreviver a uma traição e
ainda grávida e agir como se nada estivesse acontecendo, realmente precisa ser
uma supermãe, não acha?
Quando deixamos o juiz coordenar
nossa vida, estamos nos impedindo de ver que sempre fazemos o que podemos e
sempre estamos no lugar certo, mesmo com tantos conflitos familiares como no
caso da criança em geração.
Muitos vão pensar que eu estou
sendo muito filosófica, mas adianta alguma coisa ficarmos somente na punição?
Eu estive muito tempo nesse
estado letárgico de autopunição por erros do passado, tudo isso só me fez
gastar minha energia me segurando no meu progresso, hoje não me culpo por isso,
mas sei que daqui para a frente se eu sentir algum nível de culpa que me deixe
parada no mesmo lugar, com ideias fixas e autossabotagem, eu pratico EFT para
poder me permitir acessar a mensagem que está por detrás do que aconteceu.
A culpa não nos permite
progredirmos e isso não é um fenômeno natural, mas é mantido por nós, pois
temos a convicção que fizemos errado e não o que podíamos e assim nos viramos
contra nós mesmos para nos punirmos com nossas próprias amarrações por não merecimento.
Tem também o caso de uma mãe que
gerou sua filha em situação de abandono paterno e como ela se culpava a si e ao
pai pelo abandono e como queria superproteger a filha para que ela não sofresse
novamente por tudo o que aconteceu na sua infância como filha recém nascida.
Superproteção para compensar a
ausência é sufocar, é impedir que cada um floresça e é sentir pena de uma
pessoa que veio em um ambiente assim para fazer exercícios específicos de
superação, que estão sendo limitados por essa superproteção e novamente agir
com o arquétipo da supermãe para evitar sofrimento.
É como ver o casulo da borboleta
como algo danoso que na verdade é somente um exercício requerido para a etapa
de vida da mesma.
Como essa pessoa nunca curou esse
evento traumático de dor, projeta também no filho a necessidade de evitar a dor que se repita, pois sabe o quanto tudo isso é insuportável até hoje para ela.
Quando estamos na culpa estamos
cegos para a realidade que a mesma é só uma punição quando nos deixa parados e
nos autossabotando e impedindo que outros possam se exercitar também.
O que precisamos fazer é pesar as
duas condições de culpado e liberdade e quais suas consequências para tomarmos
uma decisão com sabedoria sobre se vamos ou não manter essa amarração que
também dificulta a vida de outros nos seus passos e que acaba aumentando a
culpa é uma espiral sem fim de culpa e autopunição.
O juiz existe em nós para que possamos ver as opções de escolha e
selecionar pela mais adequadas a nossa etapa de vida, para nosso progresso na
experimentação de nossos dons e dos que nos rodeiam e não para trazer o contato
imobilizador e sabotador da culpa.
A culpa faz parte do não perdão
de si e para ver se você já se perdoou clique aqui.
Rico dia para você com muita compaixão por si com EFT!