Olá a todos
que me visitam! Sou mais uma vez grata as suas presenças em minha vida, pois
atingimos as 40mil visitas em 1 ano e 6 meses de blog e isso me deixa muito
animada a escrever mais e mais sobre como as coisas fazem sentindo para mim
dentro dos temas que tenho estudado e praticado para a ampliação de meu bem
estar e de outros que me procuram com o mesmo objetivo! Grata também pelos
compartilhamentos e socializações das minhas postagens no Facebook e no Orkut também!
E
para comemorar esse novo marco, resolvi escrever um pouco mais a respeito dos
votos de lealdade já que muitos têm me perguntado a respeito, tanto por email
quanto nos atendimentos individuais e cursos que promovo.
Em
que ponto ser leal a família é uma coisa ruim ou mesmo inapropriada a nossa
etapa de vida¿ Devo descartar todos meus votos de lealdade¿
Antes
de responder a essas perguntas, vou falar o que significa um voto de lealdade a
família, primeiro explicando o que é um voto, como ele surge e qual é sua real
função.
O
voto, como cita Margaret Lynch, ou uma jura, como menciona Luiz Gasparetto, e
no dicionário ainda podemos encontrar como sinônimos as palavras promessa e juramento, é o resultado de uma intenção tão
forte que, por ter muita energia, vira
uma realidade de tal maneira que atrai e repele vivências. Também podem agir
como barreiras, pois tem uma determinada freqüência vibracional e esse conceito
aparece bem definido no filme “E o Vento Levou” quando Scarlett O´Hara, depois de
ter perdido tudo na guerra, inclusive casa e plantio, aperta um punhado de
terra com os punhos fechados e diz com muito sentimento que nunca mais passaria
fome na vida! Depois dessa data, as coisas se reconstruíram em sua vida e se
tornou novamente uma grande comerciante.
Então
o voto funciona como um filtro energético em nossa vida já que recebeu nossa
intenção, foco e energia e age como uma lei para nós.
Quando
o voto é negativo, ou seja, inadequado para nossa etapa de vida, foi criado a
partir de um trauma, como cita Rhys Thomas, norte-americano criador de método
específico de re-sintonia com a divindade que nós somos, para nos defendermos
de algo em uma etapa tenra de nossa vida. Como todo o voto é uma lei e serve
para nos proteger de alguma forma, já que foi criado por nosso consentimento e
interesse, somente é removido também com a consciência do fato e aplicação de
alguma técnica para tal. Normalmente não temos consciência dos votos já que
nossa mente tem a função de nos proteger de novos sofrimentos, e acabamos por
aceitar tais filtros a respeito da vida.
Podemos
criar votos em retribuição a favores ou mesmo a traumas aos quais expusemos
outras pessoas também.
Outro
dia estava fazendo um atendimento em EFT no qual uma senhora procurara essa
técnica para tentar encontrar um amor duradouro e feliz já que até então isso
não havia acontecido, ainda comentava que sempre tinha pouco tempo de lazer e muitos
problemas novos todos os dias com filhos, os negócios e outros parentes.
Quando o
atendimento começou, ela me contou que ao se separar do marido, necessitou que
a filha trabalhasse desde muito nova, e como ela viu a mesma crescendo sem
aproveitar as etapas como toda criança deveria e tem direito, passou a acreditar
que a filha teria perdido a infância por isso, e, pelo sofrimento imposto a
menina, passou a sentir culpa pelo fato e, para aliviar as perdas infantis, comprometeu-se
com a mesma em colocá-la em primeiro lugar sempre como forma de tentar pagar
pelo sofrimento imposto.
Claro que
quando fazemos isso estamos claramente criando um voto negativo, pois se
colocamos os outros em primeiro lugar, com certeza, estaremos nos esquecendo
nós para tudo e foi o que aconteceu com essa senhora que veio me buscar no
atendimento. Evidentemente, que as coisas no amor não poderiam dar certo para a
cliente como ela gostaria dessa maneira.
Durante o atendimento,
a cliente concordou que tinha imposto sacrifícios à filha sem poder evitá-los, e
que poderia retribuir tais perdas através do voto criado, porque foi
extremamente traumático ver a filha sofrer dessa maneira, ficando consciente do
que aconteceu e que tudo isso começou por sentir-se culpada pela suposta
imposição filial.
O tratamento da
referida cliente ainda está em andamento, mas é claro que com um voto de
lealdade a família como esse fica impossível não atrair mais momentos para se
colocar em último lugar, inclusive no relacionamento a dois, em prol dos filhos
que tanto se sacrificaram pela família. O voto negativo é criado, pois parece
justo retribuir com outros sacrifícios pessoais a tais vivências
desconfortáveis infantis.
A culpa é
sempre um resultado dos julgamentos promovidos pelo juiz interno que vem da máquina-mente
e nunca gera algo produtivo, pois é paralisante e cria repelentes naturais ao
fluxo apropriado de vida de cada um, como o que acontece com os votos negativos.
Eu não repudio
a lealdade a família, porque foi ela que nos trouxe ao mundo e, bem ou mal, nos
criou, mas essa lealdade não pode nos impedir de sermos realizados pelo fato de
acreditarmos que o outro vem em primeiro lugar, pois na verdade, todos somos
igualmente iterativos com a vida e somente precisamos nos permitir viver a
nossa própria etapa vivencial. Escolher se sacrificar com sofrimento não é
escolha e sim punição e novamente estaremos vivendo à custa da mente e não da
divindade que somos.
Tenham todos
um lindo dia e lindos momentos de alegria e realização da alma que cada um é! Deixe
também seus comentários abaixo, caso deseje ou escreva para naraqui@gmail.com
para dúvidas ou mesmo esclarecimentos!
