
Título que parece estranho para um
novo texto no meu blog, mas vamos a esse assunto que tem trazido muita
infelicidade como um dos principais sentimentos e, muitas vezes, tem separado
casais ao redor do mundo.
Eu estava vendo outro dia uma
propaganda de um loja de sanduíches aqui no Brasil onde aparece uma mulher ao
lado da TV reclamando porque o marido não a tratava com mais atenção como o
marido de sua amiga e, para se distrair, o marido só conseguia pensar na sua
fome de comer o tal sanduíche que aparecia na tela, pois seu apetite era maior
que a vontade de ouvir as reclamações de maior atenção de sua esposa.
Muitos matam seus relacionamentos
com as comparações, pois é bom querer receber o melhor, mas normalmente não
assumimos a responsabilidade pelo tipo de tratamento que estamos recebendo das
pessoas que queremos bem.
Fora as espectativas que sobre o
assunto já escrevi anteriormente, quer falar um pouco mais dos modelos que
criamos de relacionamentos adequados em nossas vidas.
O amor se for confundido com
obrigação de agir da maneira A ou B perde todo seu sentido natural de mostrar
que o Universo nos dá o que já temos. Se nos damos amor, o Universo nos dá
amor, se nos damos momentos de contentamento, o universo vai nos dar
automaticamente isso pois não temos como ser receptivos se estamos nos padrões
destrutivos mentais de que um bom marido
para ser assim intitulado tem que agir de uma certa maneira. Para ser
uma boa mãe, uma mulher precisa agir como a mãe considerada modelo na mente de
quem está tentando comparar o que não tem comparação.
Vou repetir: as pessoas são únicas e
reagem a nossas energias, na maior parte do tempo, para não dizer sempre, pois
é possível usar o livre-arbítrio quando se está consciente das escolhas que se
está fazendo, nas formas de agir, pensar e sentir. As pessoas nos tratam como
nos tratamos, todos fazemos parte desse lindo lugar chamado Universo.
Eu já vi muitos relacionamentos
terminarem pois as pessoas reclamavam maior atenção ou determinados
comportamentos todo o tempo com relação ao outro. Entre eles posso citar: você
precisa me levar mais para passear, você precisa demonstrar mais amor. E a
maior pergunta é: você está condicionando seu amor, sua atitude amorosa, ao que
o outro faz por ou com você, ou você
está tendo atos amorosos pelo fato que quer ser assim e gosta de se sentir bem
compartilhando algo que existe em si que tem uma fonte inesgotável.
Eu vejo pessoas trabalhando com
amor. Elas podem até ficar cansadas no final do dia, mas o rosto é de
satisfação pelo fato de se doar amor em forma de gestos naturais.
Ontem eu estava atendendo uma
ex-aluna e ela me perguntou qual a diferença entre querer ser mais e a
auto-cobrança. Expliquei que querer ser mais é algo natural no ser humano, pois
dessa forma pode experimentar mais seu potencial de iteração, criação e
concretização na Terra, por isso traz em si uma sensação de alegria e
contentamento. Já o lado da auto-cobrança é tenso e normalmente nos traz a
punição como resultado do não cumprimento das expectativas pessoais.
Procuro prestar atenção quando me
sinto desconfortável com um tratamento de alguma pessoa, e costumo me perguntar
qual o comportamento que estou querendo cobrar do outro que não estou me dando.
Normalmente vem a resposta de forma fácil, pois estou aberta para ouvir a
resposta, e por isso o inconsciente se revela, sempre esperando uma oportunidade
para isso.
Gosto de aliviar a carga de
desconforto com a atitude do outro com EFT e depois faço uma rodada de
perguntas batendo nos pontos com as seguintes perguntas
Como posso me dar mais amor? como
posso concretamente fazer isso diariamente? como posso me dar mais atenção na
hora da janta, almoço ou café da manhã? como posso exercitar com maior
contentamento meus dons? como posso servir?
Lembre-se que não é obrigação de
ninguém lhe dar o que você pode se dar ou fazer.
Lindo dia de luz para ti e que o
mesmo seja repleto de oportunidade de demonstrar mais amor por tudo o que você
já é!