
O dia de finados foi ontem aqui no Brasil e
esse feriado me inspirou para escrever esse texto de hoje.
Estava há alguns meses atrás, atendendo uma
senhora que é divorciada tem muitos anos e não consegue se acertar com nenhuma
pessoa e se sente muito mal com tudo isso e sempre tem muita dor no peito que
os médicos tentam achar qual o motivo
mas nunca chegam em nenhuma conclusão, então ela sempre procura tratamentos
considerados alternativos, como reiki e EFT( acupuntura emocional sem agulha) e
com essa última técnica tenho tido excelentes resultados para mim e para todos
que querem realmente migrar para um novo estágio de vida, assumindo as
responsabilidades por si, ela veio ser atendida por mim com muita aflição
naquele dia.
Mas voltando a pessoa atendida por mim em
questão, ela, como de costume, retornou para um atendimento com dores no peito,
que haviam se desencadeado com morte de uma amiga e parente muito querida, e
com isso a cliente não se conformava.
Primeiro fizemos rodadas de EFT para lhe
aliviar o desconforto emocional com o trauma da perda, em seguida lhe perguntei
como se sentiria se morresse sozinha e ela ficou muito chocada com a pergunta
mostrando que tinha muito medo escondido por trás de tal possibilidade.
Comecei perguntando em quais eventos ela havia
pensado nisso, e fomos trabalhando nos eventos e seus detalhes, inclusive em
que horário , dia e local tais eventos fizeram com que ela se sentisse assim,
abandonada, impotente, sem amparo e com a possibilidade de morte eminente.
E o mais
interessante que ela na verdade chegou a conclusão que tinha medo de viver
sozinha e que morrer sozinha seria somente a consequência de estar sem
companhia.
Fizemos rodadas para esses desconfortos todos
de forma a serem bem específicos e ao final do atendimento sua dor no peito
havia passado mesmo sem termos feito EFT especificamente para a dor no peito em
questão.
Ela agora se encontra ainda solitária, sem amor
de um companheiro, e novamente uma outra amiga sua está na eminência de morrer e
está hospitalizada, mas a dor no peito não voltou mais.
Interessante como o medo de morrer nesse caso,
não tem nenhuma verdade integral , se não for acompanhada da perspetiva na
qual a pessoa já se sente com medo de viver, e no caso dessa cliente, o medo
era a sensação de viver sozinha.

Essa é uma amiga de muito tempo e que tivemos
que ir em um funeral no meio do feriado do dia das crianças, no qual pude
perceber que ela chorou muito pelo enterro de um recém nascido, absorvendo toda
a carga da vó que passava pelo processo.
Antes de sairmos do carro eu percebi como se
ela tentasse se controlar para não sentir a dor do evento, mas estava toda
tensa por isso. Não queria que suas emoções saíssem de controle e foi o que aconteceu
de forma muito intensa durante o funeral.
A moça em questão já tinha me revelado em um
atendimento anterior que tinha tido uma experiência de abuso sexual feita pelo
marido da época do seu antigo casamento, com duração de 17 anos, e já tinha se
dado conta que não queria falar nisso pois poderia lhe provocar muita dor pela
sensação de se sentir sem controle na sua vida e sem poder achar uma saída para
tal casamento. Eu já vinha comentando com ela que para encerrar esse ciclo de
sofrimento no qual não conseguia se liberar de se sentir subjugada pelo cônjuge,
mesmo não estando mais casada, que ela pensasse e que quando estivesse pronta,
se permitisse liberar desse passado sombrio com outra visão do processo através
da EFT.
Em um dos atendimentos, notei que ela
estremeceu quando falamos se o ex-marido dela continua entrando em contato por
causa do filho que eles tem em comum. Então lhe fiz uma proposta de tentarmos
aplicar essa técnica na qual ela aceitou, sem se sentir pressionada para tal.
Primeiro limpamos os desconfortos de se
perceber como uma mulher mais nova e subjugada com a EFT, ela se deu conta que
era por culpa que havia se deixado violentar muitas vezes ,por mais de 17 anos,
achando que merecia pagar algo para o marido da época pois acreditava que havia
feito alguma coisa para prejudicá-lo.
Trabalhamos a culpa e lhe perguntei se ela
conseguia se ver e ver-se mais jovem durante seu antigo casamento ao mesmo
tempo. A cliente comentou-me que sim e fizemos o congelamento da semana, para
que ela pudesse reencontrar essa parte perdida sua, que foi maravilhoso pois
houve ao mesmo tempo muita emoção de se perceber integral novamente e mais o
retorno da alegria de viver, onde apliquei para isso a técnica Matrix
Reimprinting.
Hoje a cliente tem vontade de voltar a pintar
como fazia antes do casamento e se sente muito mais alegre espontaneamente e no
final do atendimento me perguntou porque ela havia dado sua melhor parte para
uma pessoa que a subjugava e a resposta que me veio foi que damos nosso melhor
como tentativa de reparar algo que achamos que temos culpa por fazer e que como
o tempo não volta, doar o nosso entusiasmo é como tentar compensar a perda que
o outro teve quando foi atingido por nós. Só que nos esquecemos que não existem
vítimas em nenhum processo, e para realmente encerrarmos um ciclo
desconfortável em nossa vida, primeiro precisamos estarmos abertos para tal,
depois precisamos aplicar uma técnica condizendo com nossa necessidade e precisamos
assumir as responsabilidades por nossos processos, bem como os outros também
são responsáveis por tudo o que cocriam através de suas escolhas e vivências.
Abraços de luz a todos e grata por compartilhar
tais informações com sua rede de amigos!
