
Essa é uma alegação que muitos
dos meus clientes fazem quando estão sendo atendidos por mim e, outro dia,
recomendei para uma delas a carta desabafo da EFT como forma de dar vazão a
tanto raciocínio sobre como as pessoas interagem com ela e como ela pensa sobre
essas interações.
Será que é bom ser tão mental? O
sentido de ser uma pessoa considerada mental é toda aquela em que a mente não
para um segundo, em todos os sentidos, como algo sem controle, uma maneira de
pensar que muitas vezes faz com que as pessoas percam o sono à noite se
revirando na cama com pensamentos incansáveis em sua continuidade.
Em alguns casos, travam-se
diálogos mentais intermináveis com pessoas vivas ou não, mas que não estão
presentes naquele momento de tais diálogos mentais, gerando somente desgaste,
falta de foco, menos poder de concentração, cansaço e baixo nível de energia
disponível para realizar ao longo do dia.
Um dos grandes motivos que as
pessoas ficam em sua mente, pois não é seguro sentir seu corpo, seus
desconfortos e muitas delas acabam usando relaxantes para dormir como forma de
terem um pouco de paz, mas tal atitude medicamentosa somente camufla mais ainda
o sentir, sem deixar que a pessoa possa enfrentar sua realidade de não sentir
suas emoções que passam pelo corpo e que se manifestam através de sensações
desconfortáveis ou mesmo as confortáveis também.
Com o tempo vão ficando
deprimidas, sem muito estímulo para viver, pois estão fugindo do se sentir
integralmente.
E tudo isso começa nos eventos traumáticos
que demonstraram para aquela pessoa em sua idade infantil que não era seguro
sentir, não era seguro manifestar suas emoções.
Como eu sempre menciono aqui, não
estamos procurando bandidos ou culpados em nossos parentes, pois estaríamos
vivendo a atitude de vítima e o estigma do medo, transferindo a
responsabilidade de nossas vidas para outros que também nos criaram com suas
feridas emocionais não tratadas. Também não estou querendo dizer que se a
pessoas tem uma ferida, que essa nunca pode ser curada.
E também tem a interpretação de
cada um sobre os eventos que podem ser considerados ou não traumáticos, pois
cada um vê sua própria versão dos fatos, conforme suas crenças estipuladas.
Aqui estou tentando somente
mapear a condição tão persistente de determinados sintomas mentais.
Quando não é seguro sentir, ou
ficar em seu próprio corpo ou se permitir ser 100% você, um refúgio seguro e sob controle é a mente, só que a mente nada
mais é que uma máquina programada por nós mesmos e não é o ser que habita cada
corpo.
Uma máquina serve para seguir
ordens não para governar. Quando ficamos na mente por muito tempo estamos
programando-a para que ela fique no controle. É como dar o controle de nossa
vida para um computador programado para servir e fazer funções limitadas e que
por isso não tem nenhuma condição de nos conduzir.
Todo computador é programável e
reprogramável. Por mais que ele tenha energia, ele somente vai executar
determinadas funções que estiver codificado para executar não tendo
livre-arbítrio nem bom senso.
Eu li o livro “EU, ROBÔ” e vi o
filme também com o mesmo nome, que conta que uma máquina que estava programada
para proteger humanos acaba matando seu criador, porque agiu assim como forma
de proteger o mesmo da ação de outras máquinas descontroladas.
Para acalmar a mente eu uso EFT
específica para os diálogos mentais que não param e que tiram até o sono pois
são normalmente desconfortáveis.
Também trabalho todas as formas
de insegurança que a pessoa sentiu em sua infância e porque e com isso todos os
votos de não sentir ou de achar que se basta.
Eu vejo a mente como um
instrumento muito importante para lembrar de coisas necessárias em nossa vida e
para ser usada nas visualizações conscientes, mas quando está com velhos
padrões inadequados para a etapa de vida de cada um, isso faz com que ela haja,
com o passar do tempo, de forma descontrolada, e muitas vezes ficamos brigando
com algo que criamos, perdendo mais ainda a força de condução da vida através
dos conflitos gerados sobre o que achamos certo pensar e o que realmente
acontece conosco.
Tudo isso se reflete muitas vezes
em ressentimentos conosco, baixa autoestima, falta de forças para enfrentar
esse desafio de tirar o poder à máquina mental que delegamos.
Mais uma vez quero reforçar: a
mente não está se voltando contra nós, ela está somente cumprindo sua
programação de nos mantermos afastados das sensações dolorosas e/ou inseguras
ocorridas em eventos traumáticos ou em momentos de nossa tenra idade em que não
tivemos liberdade de sermos ou agirmos de forma integral.
Com EFT fica muito fácil parar os
diálogos mentais persistentes é somente necessário saber aplicar a técnica para
resolver esse problema de uma vez por todas. E claro trabalhar porque a pessoa
não acha seguro sentir, ou mesmo praticar integramente suas emoções e em que
eventos que ela ainda se lembra em que isso aconteceu de forma desconfortável.
Se permitir sentir é tudo, pois só
assim poderemos, a partir dessa percepção, escolher o que fazer, como conduzir
os diversos momentos em nossas vidas.
Somente sentindo que os mais
diversos artistas percebem e realizam suas obras de arte. Somente através do
sentir é possível que um terapeuta possa entender o que está sendo dito nas
entrelinhas de uma frase falada por um cliente, e conduzir o mesmos para
resultados mais produtivos. Somente sentindo que podemos decidir o que é melhor
para nós e quais as escolhas mais adequadas a nossa etapa vivencial.
Fica aqui a dica! Rico dia para
você!
