
Estava atendendo uma pessoa, com um perfil
muito parecido de comportamento o qual já tratei vários: reconhecer que está
fazendo birra, para impedir que o outro invada seu espaço, por não acreditar no
seu potencial, por achar que não tem voz, por sentir que seus resultados não
são como esperado mas também não mudam.
Pois foi isso que aconteceu com um dos meus
clientes durante atendimento com EFT para os estudos. Primeiro limpamos seus
desconfortos com relação a pressão sofrida, as dificuldades suas de concentração
que pareciam ser o motivo inicial da solicitação do atendimento.
Limpei toda frustração pela falta de espaço,
pelos medos de rodar e ter que mostrar mais um fracasso e o que isso poderia
lhe acarretar em perda de liberdade.
Trabalhei vários momentos onde sua atenção voou
em aula, ou mesmo no seu quarto de estudos e toda sua aflição com isso!
O mais interessante que o processo de
autosabotagem ficou claro quando durante as rodadas de EFT o cliente se deu
conta que estava impedindo a própria aprendizagem para punir os pais por tanta
pressão, pois já bastava a pressão interior, os resultados fracassados dos seus
amigos e colegas e a frustração em ter que se submeter a aprendizagem
repetitiva.
Suas fugas mentais revelaram-se uma maneira de
aliviar a pressão interior e também uma forma de punir os pais. Tais aspectos
são muito comuns em muitas áreas das vidas das pessoas.
Muitas vezes, a pessoa se pune para punir a
outra também e por isso que não consegue parar tal processo, pois vê pontos
favoráveis em punir como única forma de ter um pouco de retratação dos que ama.
Foi importante, no caso do cliente acima, tratar sua culpa também por ter se
dado conta que estava se autosabotando.
É sabido que as pessoas querem fazer as coisas
do seu jeito como sendo as únicas maneiras corretas de conduzirem as situações,
mas o fato é que a autopunição só acaba quando confrontamos o opressor e
dizemos tudo o que gostaríamos de ter dito com rodadas de EFT e tenho visto
isso muito bem acontecendo com todos que continuam seus processos de
autosabotabem mesmo depois de muitos atendimentos de EFT individuais,
concluindo esse processo de autoopressão pelo confrontamento com o opressor.
Por exemplo, tem um outro caso em que a vizinha
não perdoa o ex-marido por 30 anos de traição, sofrimento e abandono durante
todo o casamento e criação dos filhos, gostaria de socá-lo até mas não assume
isso, gostaria de dizer mil coisas absurdas e obscuras, mas acha que não é
correto agir sem compostura. Foi oprimindo todo esse ressentimento, angústia
por anos de abandono e indignação, que seu corpo está cheio de infecções,
indicando que precisa parar de querer ser a menina correta e educada, para
assumir sua responsabilidade por seus sentimentos mais contraditórios, mesmo
que seja por raiva de todas as injustiças sofridas. Já comentei várias vezes
com a mesma que ela tem essa raiva guardada e que assumir isso já é um
excelente ponto de partida para remover a autosabotagem. Mas no fundo ela
espera que seu ex-marido peça desculpas por tudo que já fez para prejudicá-la. Por
isso nunca a vi extravasar seu descontentamento com vontade, nem mesmo nos
atendimentos de EFT, mesmo quando eu a provocava para deixar fluir tudo o que
gostaria de dizer.
Atualmente eu sempre pergunto para meus
clientes se eles estão preparados para ver sua própria verdade através da
maneira como estão se tratando e que é isso que vai acontecer se deixarem afrouxar
seus controles internos.
Os que me respondem que estão cheio das vidas
que levam, esses são os que tem maiores resultados com a EFT, que foi o meu
caso e de muitos que tenho atendido.
Estar aberto para se ver mesmo que seja
vergonhoso, um caso crítico ou assustador, faz com que demonstremos que estamos
abertos para usufruirmos de uma nova etapa de ímpar de resultado em nossa vida
e isso não tem preço.
Se
negamos essas partes obscuras, estamos colocando energia para esconder
de nós mesmos todo nosso potencial pleno na vida, mesmo que o preço seja tentar
colocar os outros em condição de pedir desculpas, sempre esquecendo que o
primeiro atingido somos nós mesmos quando nos permitimos ficarmos parados na
forma de birra.
Muitas vezes o que precisamos fazer é somente,
só por um momento, suspender a descrença que o que nos fere é o outro, para nos
darmos conta que podemos estar nos ferindo pois estamos colocando nossas vidas
nas mãos de outros, dando-lhes a liberdade de, inclusive, não fazerem nada para
assumirem a responsabilidade pelos seus atos, quem dirá pelos atos e resultados
dos outros.
Eu sempre recomendo que, com a EFT, o cliente
possa aceitar melhor seu estado atual, depois possa se permitir mostrar a si
mesmo como anda se tratando e qual é a mensagem escondida por traz da própria
verdade e por isso vou fazer esse encontro em Pelotas dia 2 de dezembro
para tratarmos de outras formas
clássicas de autosabotagem e suas mensagens de luz escondidas, pois se não
paramos de evitar como nos sentimos com relação a nós e aos outros, estaremos
sempre com medo da repreensão por sermos o que somos e jamais nos mostraremos
integralmente por medo de represalha própria.
Rico dia de liberdade para você que lê esse
artigo e belos momentos para ser você mesmo em seu pleno potencial é o que eu
lhe desejo do fundo do meu coração!