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domingo, 26 de março de 2023

Série de M Night Shyamalan “Servant” e o poder da culpa

Depois de começar a ter dias atribulados e divididos entre o trabalho de repórter e a família, Dorothy, se sentindo emocionalmente e fisicamente esgotada, é obrigada a se confrontar com a culpa de ter deixado seu filho recém-nascido morrer sufocado em um carro fechado na frente de casa, em um final de tarde, na cidade onde morava com o marido. Em choque, fica catatônica, como que em um mundo distante, que nem seu esposo conseguiu alcançar, sua família chega à conclusão que, em recomendação clínica, é interessante fazer uma terapia doméstica alternativa de manutenção de um bebê “reborn” em rotinas domésticas naturais e acabam buscando uma babá para ajudar a mãe enquanto estivesse de volta ao trabalho, que tanto adorava fazer. Parecia uma pessoa perfeita e em poucos dias, magicamente o bebê de brinquedo vira real e todos aceitam estranhamente, o marido pela culpa do distanciamento pelo trabalho de chef, o irmão por se sentir egoísta, indo buscar somente o prazer pessoal no lugar de ajudar a irmã que já o havia solicitado em prantos por suporte emocional e a secretária escolhida cheia de rejeição dos pais e em busca de alguém que pudesse lhe dar amor não recebido na infância, se envolve com a família de tal maneira, fazendo a mesma ser o centro da sua vida, acabando por agir sem escrúpulos para se manter viva em um ambiente que parecia querer seu fim a todo custo. Essa é a trama central da série mais polêmica criada pelo diretor indiano, em 4 temporadas, exclusiva da appleTV.

Nessa culpa que cada familiar envolvido sentia, deixaram entrar em suas vidas uma pessoa cheia de carências e ausência de escrúpulos, que já era obcecada pela busca do amor familiar, somente esperando o momento certo para agir e se infiltrar no lar alvo. Por autossabotagem pela culpa, todos acabam se acomodando com as situações estranhas que acontecem pela casa como rachaduras, infiltrações, vazamentos, problemas com insetos dentro e fora de casa e ataques de animais, tudo isso sinalizando que a situação estava necessitando um novo ponto de vista sobre o infortúnio ocorrido há menos de um ano. Tudo velado pela culpa e a autopunição e a única saída aceitável de ser mantida.

E os eventos catastróficos foram se acumulando e ficando maiores e mais graves que, foi quando a grande tempestade sem fim se instalou na cidade, que veio para mostrar a necessidade urgente de perceberem a origem de tudo isso e a tomada de atitude de se permitir seguir apesar da desgraça familiar que se assolou, onde tais atitudes se demonstraram inevitáveis.

Foi quando, depois de um ataque de fúria ao perceber o que tinha feito com o próprio filho, Dorothy se dá conta o quanto que é importante se perdoar através de conceder o perdão a cuidadora como forma de se permitir seguir, sem rancor, pois não tinha como voltar ao passado e modificar os infortúnios. 

Já a babá nunca se perdoa por seus crimes e decide aplicar a pior punição conhecida por si, ditada pela igreja que ela frequentava até começar a trabalhar pela família.

Claro que ninguém precisa passar por uma situação assim para poder se livrar da culpa e transformar em responsabilidade, onde pode sair do sistema da autossabotagem, para usar mais produtivamente a própria energia a seu favor ou em suas outras missões de vida, mas essa série mostra muito bem como a culpa é algo destrutivo e facilmente pode nos levar a caminhos  e relações tóxicos de vida, com o próprio consentimento.

Recomendo que periodicamente se pergunte sobre o que se  culpa e faça EFT, sem julgamentos com as respostas que podem vir com tal questionamento e assim sua vida vai ser mais produtiva e assertiva para si e os que lhe rodeiam.

E você já se pegou se sentindo culpado? E depois de se sentir culpado, já percebeu atitudes de auto sabotagem no seu cotidiano?Comenta aqui também o que gostou do assunto, que crio mais material sobre o tema!





domingo, 5 de março de 2023

Como identificar se está com narcisistas ou tem atitudes narcisistas

 


Como eu já tive muitos relacionamentos com narcisistas, inclusive familiares, as pessoas costumam me perguntar bastante sobre o assunto, sendo ou não meus clientes.

Então resolvi esclarecer alguns pontos importantes sobre o assunto.

O que rege os narcisistas é o controle da atenção e da energia dos outros sobre si, o que é feito de maneira extremamente tóxica e planejada inescrupulosamente. Não faço este tipo de comentário somente para você ter pena ou aversão a eles, mas porque é necessário entender o mecanismo fundamental desse tipo de personalidade, para poder perceber como tudo funciona a partir de tal condição.

Para terem tal controle, culpam, adoecem, gritam, são exigentes e perfeccionistas, impõem medo e terror, mentem, dissimulam, criam armadilhas e conhecem as pessoas através da observação nociva dos defeitos de outros, para tomada de decisões única e exclusivamente a seu favor, onde todas essas práticas são muito sutis e premeditadas para resultados.

Eles vivem sobre a ilusão constante de descontrole e falta de suprimento e acreditam que tudo isso tem a obrigação de vir através de outras pessoas.

É importante lembrar que o narcisismo é um traço de personalidade que se encontra em um continuum, e todos nós podemos apresentar em algum grau. No entanto, se você se preocupa que possa ter traços narcisistas, aqui estão alguns sinais que podem ajudar a identificá-los:

  1. Necessidade constante de admiração e reconhecimento dos outros.

  2. Excesso de autoestima e senso de superioridade em relação aos outros.

  3. Dificuldade em reconhecer e valorizar os sentimentos dos outros.

  4. Falta de empatia e capacidade de se colocar no lugar dos outros.

  5. Tendência a explorar ou tirar vantagem dos outros para benefício próprio.

  6. Busca incessante por status, poder e sucesso.

  7. Sentimento de inveja e competição com os outros.

  8. Tendência a se comportar de forma grandiosa e arrogante.

    Se você se identifica com alguns desses sinais e atitudes que estão escondidas por detrás das suas atitudes, é importante lembrar que buscar ajuda profissional pode ser uma boa ideia para desenvolver estratégias de lidar com esses traços e buscar um relacionamento mais saudável com você mesmo e com os outros.

O mais importante sobre o assunto é que todas essas atitudes são deturpações no uso das ferramentas que todos recebem no nascimento e quando temos medo delas ou evitamos usar, estamos evitando também o acesso aos bons resultados que a vida pode nos dar e que temos direito nato.

Algumas ferramentas mal usadas por narcisistas, que acabamos rejeitando para não parecermos iguais a essas pessoas, e assim deixamos de acessar seus benefícios:

1- culpa no lugar da responsabilidade;

2- o controle nocivo ao invés da gestão;

3- a sedução tóxica no lugar do encantamento;

4- a emoção no lugar do sentimento;

5- a falta do sentir-se realmente conectado com o todo;

6- a astúcia tóxica no lugar da intuição;

7- o poder da observação;

8- como não se sente não sente outros, a vida, nem as oportunidades

9- mostra defeitos, nunca as qualidades.


Tem muitas outras ferramentas natas para seu uso e você já conhece as suas? Já as usa com maestria, para si e outros? Responda aqui!